FonteRecentemente o escritor da Press, Troy Reimink, entrevistou o Guitarrista do Pearl Jam, Mike McCready sobre a banda e seu sucesso, novo álbum autotitulado, sua história e políticas. Pearl Jam toca sexta feira a noite na Van Andel Arena (Grand Rapids). Aqui está a transcrição de sua conversa ao telefone:
Press: Como foram os primeiros shows?
Mike: Eles foram muito empolgantes. Tocamos na noite passada em Connecticut e estavam lá em torno de 22 mil pessoas. Era uma platéia muito empolgante. Nós estamos trabalhando em algumas músicas novas no set, e algumas velhas surpresas, e um novo show de luz. Nós estamos atiçados. Nós estamos ainda na nossa primeira marcha. Estamos entrando na segunda e rolando.
Press: O que vocês fazem para se prepararem para a tour?Mike: Nesta, nós estamos ensaiando mais do que já ensaiamos antigamente. Nós ensaiávamos por seis semanas quando geralmente saíamos por uma semana. Nós estamos trabalhando duramente para que nossas novas músicas saiam tão boas ou melhores do que na versão estúdio.
Press: Como vocês escolhem a SetList? Essa é a décima vez que eu vejo vocês, e em todos os shows eu vi coisas absolutamente diferentes deles. Vocês têm oito álbuns agora, e milhões de lado-b e vários covers... Como vocês juntam o SetList para a noite?
Mike: Nós realmente olhamos para o Setlist na noite anterior. Ed (Vedder, vocalista) passa boa parte do dia pensando sobre o Set, detalhes e onde as músicas devem ir, com qual deveríamos abrir, o que abrimos na noite passada. Se abrirmos com “Go”, muito pesado na noite anterior, talvez abriríamos com “Release” a noite posterior, só para ter um tom diferente para o set, um sentimento diferente. É muito bem pensado. Eu acho que Ed perde o sono por isso, algumas vezes. Ele disse que estava as duas da manhã trabalhando nisso algumas noites atrás.
Press: Eu conheço muitos fãs que perdem o sono por isso, também.
Mike: Bom, nós queremos que nossos fãs estejam bem descansados.
Press: Parabéns pelo novo álbum… O single está indo bem, as vendas estão boas. Como se sente?
Mike: Yeah, isso tudo é muito empolgante. É algo que não estávamos esperando. Nós pensávamos que o Álbum era realmente bom porque nós trabalhamos nele por quase um ano e meio. Nós estamos com uma nova gravadora, e eles parecem estar empolgados com o Álbum. Ambos (banda e gravadora) estavam trabalhando junto para atingir essa meta de vender os álbuns, fazer uma turnê, promove-lo. Nós nos sentimos muito felizes por fazer isso por esse disco. Na verdade, agradecidos, afinal ainda estamos por ai. Dezesseis anos, é como, quem diria?
Press: J Records parece estar fazendo um bom trabalho em promovê-lo, pelo menos comparado como os últimos álbuns que foram promovidos.Mike: Eu concordo. Eles definitivamente pegaram a bola e enterraram.
Press: A frase “retornando à forma” é o que muitos críticos têm usado. Você acha que tem algum mérito nisso?
Mike: Bom, eu acho que tem, talvez, um pouco. A energia do álbum, é talvez como voltar aos novos tempos, nós aproveitávamos muito dessa energia, e nós estamos reaproveitando isso nesse Álbum. Muitas músicas difíceis, melodias e coisas desse tipo. Mas os últimos dois álbuns eu também gostei muito. Então você nunca sabe, eu acho. Você vai até onde a banda está musicalmente no momento. Para (2000’s) “Binaural”, nos estávamos num certo nível de nossas vidas, e eu acho que tinha algumas musicas legais naquele álbum. Se voltamos à forma, não tenho certeza. Talvez seja alguma coisa de energia. Nós trabalhamos muito nesse álbum, mais do que já trabalhamos anteriormente, então pode ser que seja por isso também.
Press: Mais longo no processo de escrever, ou mais longo no processo de gravação?
Mike: Tudo isso. … O processo de escrita provavelmente começou a dois anos atrás, e então nós começamos a gravar a um ano e meio atrás. Nós entravamos com 3 semanas e fazíamos algumas melodias, e então ouvíamos, e talvez regravávamos uma, e fazíamos uma nova, e Ed colocava as letras nela. Não é.... científico… mas nós queríamos trabalhar muito nesse Álbum.
Press: Porque o álbum é autotitulado? Eu sei que é uma pergunta muito óbvia, mas oito álbuns na carreira, é provavelmente simbólico de algo... Eu estava pensando sobre isso. O que significa?Mike: Isso simboliza algo tipo … Ed no final do processo ele disse, de tudo que eu me preocupo agora, fizemos um belo trabalho nesse álbum, e estamos meio cansados disso. Vamos jogar um abacate na capa. Eu acho que isso que aconteceu, e nosso diretor artístico vai, Ei, isso não é uma má idéia. Eu acho que nós estávamos assistindo o Super Bowl, e nós tínhamos comido guacamole ou algo do tipo.
Press: Press: agora, essa figura atrás do encarte do CD, é uma escultura de todas suas mãos duras?
Mike: (risos) Isso é ótimo, boa. Eu nem tinha pensado nisso.
Press: Eu sei que tem 6 cabeças na foto, incluindo Ed embaixo. São vocês que estão ao redor dele?
Mike: Sim, somos nós, e isso são máscaras que usamos, e nós tiramos fotos vestindo-as. Essas eram as mascaras tiradas do nosso rosto.
Press: Esse é o Jeff nos lados quando o encarte abre para fora?Mike: Eu acho que é Jeff (Ament, baixista). Parece com o Jeff, para mim.
Press: Parece que as musicas que vocês têm escrito para a banda têm se tornado mais complexas durante o curso dos últimos álbuns… A que eu fico voltando é “Marker in the Sand”. Alguma coisa com a guitarra no refrão, o som realmente pula para fora. Como essa música foi composta?
Mike: “Marker” foi interessante. Nós estávamos em uma turnê com Mudhoney, e Mark Arm (Guitarrista e vocal do Mudhoney) tinha uma afinação estranha que ele tocava. Eu estava onde as guitarras deles estavam e copiei uma deles, e então essa foi a afinação de Marker. Algo estranho, não lembro se era um Dó Sustenido ou um Dó.
Press: Como uma afinação aberta?Mike: Sim, uma afinação aberta. Então eu coloquei um capo. Quando você faz isso, força você a tocar de um modo diferente, e comecei somente brincando. Primeiro eu vim com o refrão, eu creio, a parte que você estava falando. Eu estava tipo, Uau, essa é uma melodia perfeita... Eu toquei ela milhares de vezes repetidamente. Eu voltei no dia posterior com um estado de mente diferente, tocando outro riff naquela afinação (começa a fazer o som do riff). Eu disse, talvez esses dois possam trabalhar juntos. Eu falei com o Stone (Gossard, guitarrista) e ele é muito bom em arranjos. Eu fiz o som para ele com a boca pelo telefone e ele disse que poderia funcionar... Era como uma coisa meio texturizada. Não aconteceu tudo de uma vez, mas tudo saiu de uma afinação estranha. E tem aquelas texturas loucas no vocal, e isso que a torna um pouco “pegante” também.
Press: É sempre legal tocar com afinação aberta, porque é como se você estivesse aprendendo em como tocar o instrumento novamente, como descobrindo lugares os quais vocês nunca colocou o dedo antes. Mike: Exatamente. Você também toca?
Press: SimMike: Ótimo, que tipo de guitarra você tem?
Press: Eu toco uma Ibanez Talman e uma Seagull acústica/elétrica. Uma das primeiras músicas que aprendi a tocar foi Alive.Mike: Oh, massa. Eu ainda não sei como tocar o riff dela, porque Stone toca. Talvez você possa me mostrar. (risos)
Press: “Inside Job” foi a primeira música que você fez as letras, certo?Mike: Exato. “Inside Job” para mim, foi como pesquisando para uma resposta espiritual para problemas do dia a dia. Se você tem algo para ultrapassar na vida, isso é algo difícil. Eu tenho essa coisa chamada “Doença de Crohn”, que é uma doença maldosa, do tipo crônica. Eu tenho que olhar algo dentro primeiro para soluções externas, independente de serem espirituais ou médicas. É tudo relacionado a pesquisas. A musica, eu escrevi no Hawaii, aonde Boom (Gaspar), nosso tecladista, mora. Então é como se tivesse um sentimento espiritual. Perto do fim do processo do álbum, Ed não tinha nenhuma letra para isso. Eu disse, bem... eu quero que essa música aconteça, e eu vou tentar escrever alguma letra, e eu vou tentar cantar para ele, o que era muito intimidante para mim. Nós somos amigos e tudo mais, mas era tão intimidante. Ele me disse que ele não tinha um prato cheio, e eu ofereci um jantar completo. Ele estava muito interado nisso, e isso me deixou feliz e orgulhoso. Então quando ele começou a cantar, eu quase chorei.
Press: Você disse que muitas das musicas nesse aqui (refere-se à Pearl Jam) são mais agressivas, mas eu me encontrei gostando muito das mais quietas que não parecem como nada que você tenha feito antes. “Come Back” foi uma enorme surpresa, assim como “Parachutes”.
Mike: Parachutes é divertida. Eu também gosto dela. “Come Back” é uma que nós trabalhamos muito, tentando fazer essa musica construir. Eu lembro quando essa musica estava sendo escrita, Eddie e eu viemos com uma base estilo Blues, e nós estávamos tentando não fazer aquele um-quatro-cinco (progressão de acordes) tipo. Ele tinha um amigo que ele tinha perdido. Você poderia tocar ela para qualquer pessoa que perdeu alguém, porque todos nós já perdemos. Nós trabalhamos muito nessa, cara, provavelmente mais do que qualquer outra musica, como uma musica viva.
Press: Mais ou menos 10 anos atrás, a banda começou deliberadamente a reduzir to tamanho da platéia. Porque você acha que se tornou necessário fazer isso?Mike: Como empurrando para trás e não fazendo propaganda alguma disso?
Press: Sim .
Mike: Nós queremos grande público… mas nós perdemos alguns fãs. Nós nos alienamos e nos perdemos no meio musical um pouco. A intenção disso foi encantar a carreira. Nós nos tornamos tão grande, tão rapidamente, que foi como um tipo de jogo de mente para todos nós. Nós estávamos tentando decifrar quem nós realmente éramos, e nós éramos novos. Nós estávamos nos divertindo, mas também estávamos nos distendendo com isso. Pessoas pensaram, oh, esses caras só estão resmungando e reclamando. Na verdade, não estávamos. Nós só estávamos tentando manter uma vida real, você sabe, paralelamente a todas essas coisas doidas. Como ir para casa e estar com nossas famílias, ou coisa do tipo. Nós não jogamos o jogo. Isso nos permitiu que durássemos. Se não tivéssemos dado um tempo, eu acho que poderíamos implodir.
Teve várias vezes que nós chegamos perto disso durante os anos, mas perto do fim do primeiro álbum e começo do segundo, teve muitos problemas de comunicação e coisas desse tipo na banda. Nós precisávamos sair da luz e foi por isso que fizemos isso, para tentar ter uma longevidade. Parece contra intuitivo. Você acharia que isso não funcionaria, mas de alguma forma funcionou. Nós temos sorte que os fãs vão nos ver, também.
Press: Foi muito difícil ver um show do Pearl Jam por um tempo (a banda boicotou a Ticketmaster no período dos anos noventa) .
Mike: Sim, o que poderia ser irritante. Eu me irritaria como um fã se para mim fosse difícil ver a banda. Eu desistiria deles. Mas muitas pessoas não desistiram e nós apreciamos isso. Nós estamos tentando fazer isso mais fácil possível desta vez. Portanto, venha!
Press: Tinha um ponto específico quando vocês perceberam que as coisas tinham saído do controle naqueles dias?Mike: Certas memórias, como estando na capa da revista Time, Ed estava nela. Ele não queria estar lá. Na suas entranhas, ele pensava que não tínhamos atingido o suficiente. Nós só tínhamos um álbum, e pessoas queriam escrever livros sobre nós, e coisas desse tipo, e honestamente, nós só estávamos juntos a menos de um ano. Não tínhamos nos provados.
Press: Parece que a história de capa da Rolling Stone foi um ponto baixo. Eu acho que foi em 1996.Mike: É.
Press: Era a primeira história de capa que eles não tinham, de fato, entrevistado o assunto.Mike: Certo, certo, foi um grande problema com o Ed na época. E com certeza o suficiente, (nós estaremos sendo entrevistados pelo Rolling Stone amanhã de novo)... Nós estamos gratos por estarmos de volta lá, mas certamente isso causou uma grande crise com o Ed um grande tempo atrás. Tudo isso está no passado. Nós todos crescemos através dessas experiências. Nos queremos reagir positivamente. Nós queremos fazer a Rolling Stone. Eu quero conversar com você agora. Nós queremos fazer uma turnê com esse álbum e fazer sucesso, porque nos sentimos felizes com isso. Nós queremos fazer um bom show hoje, principalmente. Nós temos um novo show de luzes, e como você disse, vários lado-b e outras (coisas) que nós podemos usar no show.
Press: O que você acha desse culto da turnê que se formou ao redor da banda? Como você acha que isso se desenvolveu?
Mike: Eu não sei como isso aconteceu. Eu lembro-me vendo isso começar a acontecer entre 94, 95, 96. Pessoas estavam tipo, “Eu vi 30 shows”! Eu topei com alguns caras uma noite, e eles tinha visto 50 ou 60 shows, e eu conheço algumas pessoas as quais viram 100 shows. E eu meio que “Whoa”. Que diabos? Eu sou muito grato que pessoas querem usar seus tempos do trabalho e nos ver. Se a musica fala algo para eles, e se eles estão tendo algo positivo sobre isso, e está adicionando algo na vida deles, eu acho muito legal.
Nós fizemos a turnê canadense, e as pessoas nos seguiram através do Canadá. Literalmente, através de todo o Canadá, o que é um longo caminho. Só com a perseverança das pessoas é que se pode fazer isso... essas pessoas viajaram em uma van, e lembro-me que assinei a van no final da turnê.
Press: Entertainment Weekly chamou vocês de novo Grateful Dead. Eu nunca tinha ouvido o termo “Jamily” antes.
Mike: Isso está lá. Eu não sei quem exatamente falou isso primeiro, mas eu acho que eles mesmo (revista) fizeram.
Press: Esse é o segundo álbum gravado durante a administração de Bush...
Mike: É.
Press: Eu estou interessado em saber como você pensa na aproximação com a política, como isso difere entre os dois álbuns. Tem um conteúdo político em ambos álbuns, mas parece que de modo diferente.
Mike: É. No nosso ultimo álbum nós tínhamos Bushleaguer, e isso era certamente uma música aberta sobre ele. Nesse aqui, é mais como uma atitude humana sobre isso, como se eu fosse ler os jornais, oh, tem um cara que eu conheço que morreu na guerra que nosso presidente começou por razões mistas, ou por razão alguma. Nós todos fomos para o Turnê Vote Para Uma Mudança (Vote For Change 2004) e estamos certamente desiludidos com como esse país está sendo governado, como eu acho que muitas pessoas estão.
Nós só queríamos alguém que tivesse um pouco mais de prudência ou um pouco mais de previdência, que tenha aquela grande qualidade de líder, como FDR (Roosevelt) com o New Deal, arrumando emprego para as pessoas. Eu acho mais visual, mais preocupação mundial, mais prudência. Nós todos sentimos que estamos nos aproximando desse assunto em um senso artístico, talvez não em um senso aberto de apontar com o dedo. Tentando achar o balanço entre esses dois é difícil. Você não quer ser pregador, mas você não quer deixar de falar as coisas, ao mesmo tempo. Você quer poder fazer seu ponto de vista. É isso ai.
Press: Parece que está focado em personagens dessa vez, como o cara em “Unemployable” olhando as fotos do soldado morto em WWS, então parece que é mais em nível pessoal.
Mike: Exatamente, essa é uma boa visão. Eu já ouvi isso antes. Eu acho que Ed, enquanto escrevia as letras, estava levando isso bem devagar e queria um “take” pessoal nessas idéias – um cara que perde seu emprego e está pulando trens para sobreviver e tem uma família, e ele pinta uma linda e triste imagem do estado humano num certo nível. Eu acho que achando esse balanço, e eu acho que ele realmente achou esse balance nas letras desse álbum.
Press: Parece que muitas pessoas que falaram contra Bush antes da ultima eleição têm se justificado desde então ... tem um sentimento de “eu não falei“.
Mike: Eu não tenho um sentimento de “nós não tínhamos dito”. Eu só tenho um sentimento de pavor, e falta de esperança de que em dois anos nós iremos ter novas oportunidades de, talvez, elevar nosso país em alturas as quais nunca foram alcançadas. Não em sentido de torná-lo em um Estado totalitário, não em um sentido de ouvir conversar no telefone às escondidas.
Press: Cuidado, eles estão ouvindo agora.
Mike: (risos) Eu tenho certeza de que eles estão. Só acho interessante. Tomara que pessoas comecem a ver através disso. Parece que estão. Mas eu espero mais da América. Eu moro aqui e sempre vou viver na América. Eu tenho o direito de falar o que quiser, e eu gosto disso.
Press: O que vocês aprenderam com Vote para Mudança? A banda sempre tem sido politicamente ativa, mas essa foi a primeira campanha direta que fizeram, certo?
Mike: Isso. Nós vamos falar tudo, mas nós também aprendemos que precisamos nos focar localmente em como nossas vidas são, então agir globalmente fora do nosso local de atos. Tipo, quais são os problemas nas minhas proximidades diretas, e como eu posso ter efeitos positivos neles? Um exemplo é eu trabalho em um lugar chamado Crohn’s & Colitis Foudation of América. ... Então eu trabalho com o capítulo local de CCDA em Seattle. Eu tento colocar meus esforços nisso positivamente. Eu conheço pessoas que têm isso.
Isso é só uma coisa. Jeff faz coisas que ajudam a construir parques de skate ao redor de Montana. E Ed tem vários benefícios. Então haja localmente, se você não pode influenciar nacionalmente. Talvez nós podemos um pouco, mas não virou da maneira que queríamos. Simplesmente tente achar soluções positivas para coisas negativas
Press: Por isso que eu acho legal vocês fazerem essa caridade durante a tour (1 dolar por cada ingresso vendido é doado para uma organização local que a banda escolhe). Fale como isso foi desenvolvido. Mike: Nós decidimos que queríamos pôr 1 dolar por cada ingresso vendido na cidade que estávamos indo, em uma fundação ou organização local que achávamos que fosse legal. Nossos publicitários fizeram algumas pesquisas nisso, e para Grand Rapids, é chamado Mixed Greens, onde crianças podem plantar suas próprias comidas, e vai para escolas elementares. Nós achamos que isso era uma coisa muito legal, fazer crianças aprenderem sobre alimentos orgânicos. Em ter esse tipo de preocupação, e ter comida fresca, nós achamos que era uma organização muito legal. Nós começarmos isso no começo da tour, analisando diferentes organizações através dos EUA para fazer isso.
Press: Como My Morning Jacket está indo como banda de abertura?
Mike: Eu vi eles algumas vezes, e eles são uma banda muito, muito legal. Eu tenho seus álbuns, e eu achei que era muito “rad”, mas ao vivo eles se encaixam. Eles têm aquela vibração de Allman Brothers. Você provavelmente já viu eles...
Press: Não. Essa será minha primeira vez.Mike: Eu acho que você vai gostar porque a interação entre os dois guitarristas é bem legal, e é claro isso é o que eu vejo por muito tempo, sendo um guitarrista. Tem alguns trabalhos de guitarra bem legal rolando. Ótimas musicas, lindas harmonias. A platéia tem sido receptiva à eles até agora, e é isso que você quer. Você quer alguém para por um bom show e talvez chutar (a bunda) da sua banda um pouco. Eu acho que eles estão fazendo isso conosco.
Press: Muito obrigado pela entrevista… Eu não acho que eu tenha assistido shows o suficiente para me qualificar um membro no Jamily, mas…Mike: Se você quiser entrar, você está dentro. Olhe dessa maneira.
Press: Ok, estou dentro.Mike: Eu vou dizer que você está dentro, e eu estou na banda.