The Billboard Q&A: Eddie Vedder
Sean Penn desde que leu “Into the Wild” (Dentro da selva), um livro escrito em 1996 por Jon Krakauer quis fazer um filme sobre a história narrada neste livro. A verdadeira história de Christopher McCandless, um rapaz recém formado na faculdade que em 1990 cortou os laços com sua família e embarcou em uma odisséia que durou dois anos e acabou tragicamente na solidão do Alasca, possui uma enorme sintonia com o ator e diretor (Sean).
E enquanto ele levou horas tentando convencer a irmã e os pais de McCandless à aprovarem o projeto, não foi necessário muitas horas para ele convencer o amigo de longas datas e líder do Pearl Jam Eddie Vedder à escrever a trilha sonora original do filme. Nela, Vedder toca quase que todos os instrumentos e explora um lado mais acústico, se aproximando de algo que normalmente não se vê nos álbuns do Pearl Jam.
Com “Into the Wild” armazenando boas críticas e murmúrios de uma indicação ao Oscar, Vedder deu uma longa entrevista para a Billboard sobre sua criativa amizade com Sean. Os dois darão uma entrevista no dia 1º de novembro em Los Angeles como parte do “Hollywood Reporter/Billboard Film & TV Conference”.
Sean disse que foi atrás de você no Havaí. É correto afirmar que este é um dos únicos chamados que você aceitaria no meio das férias?
Bem, ao menos eu espero uma semana para retornar a ligação. Mas eu acho que eu liguei de volta para ele dentro de uma ou meia hora. Você nunca sabe o que está ocorrendo com Sean. Eu não tinha idéia do escopo desta coisa. E continuou desta forma. Isso realmente nunca foi um grande projeto até eu ver o filme em Nova Iorque pela primeira vez, há algumas semanas atrás. Eu realmente não tinha conhecimento que era uma história épica. Participando da parte musical apenas..., isso é muito simples se comparado com os desafios encontrados por Sean. O que ele fez foi algo como realizar seis gravações de um jeito que você pudesse tocar todas em toca-discos diferentes ao mesmo tempo, e todas as músicas se encaixaram. É como um jogo de xadrez em 3D, dois jogos ao mesmo tempo. Nesta analogia, eu me sinto um importante peão (risos). Eu estava mais para uma torre ou uma rainha. Ele me deixou escolher direções. Ele me deixou seguir uma moda “sem muitas proibições”. Por causa disso, muitas coisas encontraram um lugar.
Ele disse que queria você no filme, e você desapontou-o enviando-lhe uma canção com a explicação do “porquê”. Isso é verdade?
Sim. Ela se chamou “I Can’t” (Eu não posso). Ele havia me perguntado e eu tinha dito “sim”, pois ele pode ser muito convincente.. Se ele acha que você pode fazer algo, você começa a concordar com ele. Então eu cheguei á um consenso. Por um lado, isso era uma grande oportunidade e eu provavelmente a aceitaria apenas para passar mais tempo com Sean. Mas se tivesse feito isso, eu ficaria pensando que as pessoas que estão assistindo ao filme achariam: “Puxa, esse cara pegou o emprego de um ator” (risos). Por que se ele não precisa de um outro emprego? Ele já possui uma boa ocupação. Que veio com a música. Eu não queria desapontá-lo, ele estava feliz em realizar um outro trabalho. E foi bom tem tido uma outra oportunidade de maquiar a situação, pois eu sentí que havia desapontado ele um pouco. Eu estou contente pela oportunidade de me redimir, em uma área que eu sei o que eu faço. Eu não trabalho assim, eu nunca guiei as coisas dessa forma que guiei nessa trilha.
Então, você pegou o livro e mergulhou nele. Qual o tempo que você levou para começar a pensar sobre a música?
Eu li o livro e dentro de dois dias, ele me mostrou o filme aqui em Seattle. No livro, o que eu saquei rapidamente foi que havia uma certa compreensão que ia além das páginas, o que acabou me explicando as ações e reações estremas de Chris McCandless. Nós tivemos criações e eventos similares em nossas vidas. Nós éramos dois jovens brancos nascidos nos EUA. Mas eu não tive que queimar meu dinheiro para acabar com nada (risos). Ele deu um salto maior ai. Eu já estava afastado do penhasco. Então, eu entendi isso muito bem. Quando ele me mostrou o filme, eu pude visualizar a paisagem e ouvir a música em minha cabeça. Mas para ser honesto, o principal nisso foi a homogeneidade com a música que ele havia escolhido. Michael Brook fez grandes escolhas na forma que ele orquestrou com incisão. Sem pensar realmente muito sobre isso, eu ví o filme uma única vez e nossas músicas se encaixaram muito bem, mesmo não havendo uma aproximação entre nós, foi algo meio “vamos ter certeza que essas peças se encaixam no quebra-cabeça”. E eles conseguiram, entende?
Sean disse uma vez que quando você terminou de assistir o filme, você disse “Estou dentro”. É verdade?
Sim! O filme acabou quando nós compartilhávamos um momento de silêncio, pois o ambiente estava pesado. Eu acho que eu só perguntei-lhe, enquanto acendia um cigarro, “O que você quer?” E ele disse, “Qualquer coisa que você sinta. Isso poderia ser uma canção, poderia ser duas, poderia até ser álbum inteiro”. Então eu trabalhei nisso por três dias, começando já no dia seguinte, e então dei à ele amostra das coisas para ele trabalhar em cima. E então ele começou escolhendo. Imediatamente ele vetou boa parte do que eu havia feito. Eu não esperava por isso. Depois disso, eu estava realmente dentro. O que eu consegui reunir foi, canções que agora poderiam se tornar uma outra ferramenta para uma história, especialmente quando há imagens de um solitário jovem. De qualquer forma, isso está oferecendo uma janela dentro do que ele está pensando emocionalmente e intelectualmente sem ele ter que falar consigo mesmo(risos).
Você pode descrever o curso das coisas que você está escrevendo e gravando, uma vez que as coisas estão acontecendo?
Eu fui à uma sala em Seattle onde trabalhamos. Eu trabalhei com uma banda que formamos para esse trabalho. Na realidade, eles se tornaram uma banda. Não apenas por tocarem instrumentos, mas por ouvir o que estava acontecendo e sendo criado ali naquele momento. Você está tocando sozinho, mas acaba com uma banda apertando so botões e escolhendo as guitarras e os amplificadores. Sendo assim, Sean e Chris McCandless faziam parte dessa banda. O filme se tornou o álbum. De qualquer forma, eu não fazia parte da banda(risos). Foi algo como se tornar um compositor para uma banda - servindo de voz para Chris McCandless. Não era a minha voz, ou algo que eu gostaria de dizer. Em quase todos os aspectos disso, eu simplifiquei as coisas. Havia pouquíssimas escolhas. A história e as cenas estavam lá.
Se houve algo que eu aprendí nesse processo todo, talvez foi ter percebido que há muitas formas para se escrever sobre algo. Só a conta bancária da pessoa importa nesses dias de hoje; talvez isso pareça caótico para mim. Isso levou embora todas as escolhas. Havia um ponto A e um ponto B, e eu descobri isso muito facilmente, sem ser necessário acertar os outros pontos que existem entre eles, especialmente quando começamos as gravações. Quando você consegue fazer isso, você sente algo como, “Certo, esta é uma parte eletrizada do trabalho, pois fizemos esta canção de todas as formas que poderíamos fazer e aqui está a melhor”. Eu não acho que isso deve ser assim. Você apenas deve fazer a coisa certa com isso.
Uma outra coisa que descobri também, foi que havíamos começa o dia sabendo que tínhamos algumas obrigações à cumprir. Algumas coisas eu percebi que não era o que queríamos. Mas eu tinha que seguir em frente, terminar o que havia começado e fazer algo com isso. Isso é uma canção. Por que forçar esta canção a se tornar algo mais? Uma vez que começou, siga em frente. Nós estávamos indo bem rápido. Se ao meio-dia você se senta e há apenas silêncio e uma fita em branco, em uma hora você pode ter uma canção que não existia há uma hora atrás. Mas agora ela existe, e existirá por muito tempo. Há algo poderoso nisso. Isso faz você se sentir como se estivesse contribuindo como um ser humano – contribuindo com emoção ou algo belo para o planeta, se alguém ouvir ou não. Então parece que você sempre pode realizar algo melhor.
Você estava tentando conscientemente se colocar na cabeça de Chris ou a narração foi algo mais onisciente?
Isso foi tão assustador quanto fácil para mim entrar dentro de sua cabeça. Eu descobri também que foi era algo desconfortável, pois eu tinha que crescer(risos). Francamente, eu acho que tudo isso estava abaixo da superfície para mim. Por causa disso, os versos e as letras, e mesmo os acordes, estavam surgindo rapidamente. Foi como ter que fazer algo que você fazia todo dia durante uma década - você só não havia feito por 20 anos. Você começa a fazer e tudo volta, tudo está lá da mesma forma que antes. Nunca deixou de estar.
Qual a sua percepção sobre a personagem de Chris? Algumas pessoas duvidam que McCandless nunca tenha entrado em contato sua família durante sua jornada.
Eu acho que Sean e Jon Krakuer foram felizes em apresentar a verdade. Havia fundamentos para isso. Se o garoto tivesse voltado, eu tenho certeza que ele teria se reencontrado e compartilhado suas histórias com sua família. Eu não deveria dizer “com certeza”, mas você pode imaginar que ele se reconectaria, certamente com sua irmã. Assim que ele amadureceu, eu acho que ele tinha começado a perdoar, se não por outra razão, por causa do progresso. Em um dado momento, você percebe uma energia positiva, poderosa e real que exala do perdão. Algumas de suas ações foram realmente corajosas. A parte do dinheiro... fazer o que ele fez sem dinheiro para patrocinar sua jornada, e fazê-la confortavelmente, sem tomar partido de nada ou esperar permissão para descer um rio ou andar por trilhas, ou o fato dele não ter um mapa, foram escolhas feitas por ele na ordem de ter a verdade como a única coisa importante, de qualquer forma, isso foi o que importou para ele. A verdade de sua existência, ou a existência humana nesse planeta. Muitas pessoas não entenderão isso, e isto é um direito. Eu atualmente respeito àquelas decisões. E eu estarei respeitando a opinião de qualquer um que queira viver sua vida até o último valor existente nela. Eu acho que uma das razões de muita gente se sentir desconfortável com esta idéias deve talvez pelo fato delas não terem feito algo do tipo.
Em respeito às pessoas terem opiniões, quando nós falamos algo nos shows, as vezes as pessoas não gostam, eu ouço, quando nós mencionamos que estamos em guerra. Mesmo se nós trazemos um veterano e o apresentamos como alguém que esteve envolvido. Algumas pessoas pensam que este seria o momento pata tocar algum “B-side” ou algo do tipo. Para mim, isto é equivalente a alguém estar sentado no banco de trás de um caro, e o carro está machucando e matando pessoas , e esta pessoa está preocupada se o ar condicionado está ligado ou não - algo que diz respeito aos seus confortos. Agora, se a pessoa possui algo à dizer sobre isso, então eu estou de prontidão para ouví-la, seja lá como for. Se elas comentam ou criticam, elas não querem ouvir a conversa, por mais que eu não tenho paciência. Eu acho que isso é anti-patriótico. Esta é uma das razões pelas quais estamos nessa bagunça – pessoas se esquivado de suas responsabilidades; como cidadãos dos EUA elas devem ter opinião e liderar nossos líderes. Então quando eu tomei conhecimento sobre pessoas que estavam falando sobre McCandless ter ou não feito isso, eu tenho que saber sobre o que elas estão falando para então saber se posso guardar alguma de suas críticas.
Basicamente, Sean disse que as únicas pessoas que ele ouviu para essa homenagem foram a irmã e os pais de Chris.
Eu respeito muito eles. Eu penso muito sobre eles. Há um verso em “Guaranteed” que diz: “Não chegue muito perto ou eu terei de ir / Me segurando, assim como a gravidade puxa os lugares / Se há alguém que poderia me manter em casa... / Seria você...” Este verso é para a irmã de McCandless, Carine.
Uma vez que você estava inspirado e materiais excêntricos começaram a sair rapidamente, foi difícil fechar a torneira? Você acha faltou algo?
Bem, não. Pois nós começamos a viver isso; nós fomos ao Grand Canyon e quase ao Alasca. Eu comecei fazendo escolhas para minha própria vida. Eu comecei a viver a vida neste verão fora das quatro pareces de uma casa ou coisa parecida. E essas inspirações foram úteis para minha vida pessoal. Quando eu estava trabalhando, eu estava inspirado para fazer música. Para isso eu fui requisitado. Após terminar, eu peguei essa inspiração e levei para minha vida real em família. Nós aproveitamos o verão, acampamos... Eu me sentí um ser humano.
Eu tive muita sorte. A música me deu recursos e aos outros caras da banda à fazer coisas que nos deixam mais próximos da natureza, no meio disso está o Jeff e seu relacionamento com as montanhas e a neve, ou minha relação com o mar e as ondas. Meu surfe foi deixado de lado quando eu me tornei um jovem adulto, pois eu tinha que começar a trabalhar (risos)... os trabalhos em farmácias e etc. Em 1993 ou 1994, eu percebi que tinha recursos e oportunidades de voltar para o mar , e isso foi o que realmente alimentou em 80% a minha criatividade e em 95% a minha sanidade. Sabe, este projeto caiu do céu, por meio de um telefonema de um amigo. E no fim, essa coleção de canções se tornou um membro de um corpo, que seria o filme. Para se envolver com algo como assim em um nível criativo, deve-se estar saudável, com a alma em constante exercício. Eu sou uma pessoa melhor nisso, nada mais do que um ato de criatividade.
Se as pessoas tomarem a iniciativa de criarem - escrever ou pintar, fazer musica ou cantar – com uma base regular, eu acho que isso se torna algo saudável. Fazer em família ou com os amigos, isso é tão saudável. Nós não temos mais programas de incentivo às artes nas escolas. As escolas deveriam ser o primeiro lugar para isso. Eu fico me perguntando por que isso não ocupa a mente das pessoas que ficam assistindo coisas como “American Idol” ou “trash tv”. E no final do dia, as pessoas voltam para suas casas e querem ter seus cérebros destruídos. Elas estão exaustas de tentar preservar suas crianças, então se auto-anestesiaram. É como estar com fome e ter que comer comida ruim.
Só há uma coisa que poderia ter dado combustível para McCandless fazer o que fez – o medo de permanecer no mesmo estilo de vida.
Sim, ou o tão famoso “Sonho americano” que faria ele acabar em um bar, cheio de dívidas e um emprego que lhe tomaria 40 anos de sua vida. Uma hipoteca que levaria 30 anos e que precisaria de 40 anos de muito trabalho.
É legal que há entre as suas coisas, há um novo DVD do Pearl Jam. Você tem uma boa perspectiva da banda que não só aquela de uma performance “certinha” sobre o palco.
Isso deu muito trabalho ao cara que fez o filme, Danny Clinch. Nós não podemos nos esquecer que ele faz parte disso. Eu acho que a melhor parte do DVD é o povo italiano. Eles deram uma ótima representação das pessoas que costumam nos ver, não importa de onde elas sejam. Para mim o publico é uma personagem no filme, onde os papíes foram incrivelmente bem distribuídos(risos).
Aquele velho senhor na igreja já é um clássico, quando você e Boom vão olhar o órgão.
Bem, é incrível. É como arremessar um dardo em um planeta girando e acertar uma velha igreja com um velho órgão. Um era de 1775, acredito eu. E ele conhece Tacoma, que fica a 20 milhas ao sul (risos). Ele era muito talentoso para tocar órgãos, eu não tinha idéia. Eu pensei que estávamos em algum lugar dos Estados Unidos e ele tinha nos levado 20 milhas para o sul. Esta foi a melhor parte da turnê, de alguma forma. Metade do tempo você está cansado para caminhar pelas ruas quando surge uma folga, mas mesmo assim coisas mágicas acontecem em uma turnê.
Há muitas razões pelas quais se realiza turnês e algumas delas é para pagar as contas, mas você acaba ganhando incríveis oportunidades para interagir com o resto do mundo. Quando eu excursiono, eu fico procurando por ondas, eu não acho que vou à lugares apenas com a desculpa de ir para tocar. Eu nunca fui à Europa apenas por ir. É como um hábito. Por que eu deveria ir se eu não tenho a oportunidade de saudar 20 mil pessoas pelas cidades que passo (risos)? Eu acho que eu tenho um grande problema, e eu deveria refletir sobre isso. Há outras formas de estar fazendo isso.
Bem, falando de muitas coisas, há uma importante eleição se aproximando. Você possui alguém que já começou a pensar como vocês deverão empregar suas vozes e presenças quando essas eleições chegarem?
Se a democracia fosse um grande ônibus, onde você está a bordo, e você acha que tem uma idéia que deveria ser passada adiante, você deveria combinar primeiro com os caras do fundo do ônibus para depois leva-la ao motorista. Em um dado momento, você tem que pisar nos freios e trocar os pneus. Nós estamos falando sobre o pagamento de um novo motorista de ônibus. Eu não posso imaginar alguém sem ação. Mas eu acho que todos deveriam fazer algo, de todas as formas possíveis. Se nós queremos preservar nossa Constituição, e nosso país com um ideal que faça sentido, nós devemos participar.
Voltando à sua questão, Sean me questionou à fazer esse trabalho e então eu vim com meu senso e disse. “Eu não acho que posso fazer isso.” Mas ele continuou me escrevendo. A todo o momento, eu dizia, “Eu odeio fazer isso. Eu não posso. Alguém fará melhor”. E ele dizia, “Você pode, você fará, e suas idéias aparecerão como ondas grandes”. Com relação à canção, ele não a pegaria como uma resposta. A única coisa que eu gostaria de fazer, era dar-lhe como resposta uma canção agressiva (risos).
Como “Lukin”?
Exatamente! Uma espécie de “Cena punk agressiva de Los Angeles”, algo como, “Eu não posso!”. Até que finalmente entramos em um acordo. De alguma forma, Sean viu que se eu realmente marco ponto apenas dando a devida importância à personagem, eu poderia fazer isso. Isto é o que me mantém nesse trabalho (risos). Uma última coisa que direi, pois acho que não darei mais entrevistas sobre isso. A combinação entre Sean e a história, o significado do próprio McCandless e o trabalho feito por Jonh Krakuer, e também as atuações no filme, a quantidade de respeito que eu tinha por aquelas entidades era algo gigantesco. Eu estou pronto para uma pausa, mas eu tenho que dizer, isso me proporcionou uma oportunidade de ir mais fundo na composição como eu nunca havia ido antes. Essa foi a mais agradável demanda que eu tive em muito tempo. Isso acabou se tornando um grande exercício de composição. Nossa banda está se tornando melhor por causa disso, e isso me deixa muito excitado com a oportunidade.
Foi um grande e inesperado resultado.
Nós estamos fazendo o que sempre fizemos. Sair daqueles parâmetros, foi algo bem diferente. Tem sido uma experiência legal. Foi interessante. Eu aparecí para ver com Sean o show de “Charlie Rose”, e eu me machuquei sentando sobre a mesa, o que eu não esperava. Passou-se outra noite e eu estava sentado no chão com uma cerveja e um cigarro, o show já era tarde. Eu pensei que já havia entendido isso. Eu estava sentado alí assistindo isso, quando eu percebí que eu estava exatamente no mesmo lugar que eu estava sentado quando eu e Sean assistimos ao filme.
Eu realmente não me sentia assim já há muito tempo. Foi interessante estar sentado no chão com um cinzeiro e seis maços de cigarro de alguns meses atrás para nos assistir na TV falando sobre um produto terminado (risos). O filme finalizou toda a odisséia. Isso se tornou real, de certo modo. Eu tinha visto na tela isso se tornar real. Eu não me lembro do processo, pois isso foi verdadeiramente rápido e inconsciente. Eu quase não me lembro de nada da época em que estava envolvido nisso. Foi uma obra do acaso ser notificado que isso havia ocupado algum espaço na mídia.
Tradução - Henrique (Fórum Resstles Souls)















